Primeiras Impressões | Nunca Olhe Para Dentro – Amanda Ághata Costa

“Nem sempre a vida é colorida como um quadro ou suave como uma pincelada, às vezes é o contrário de tudo isso”

Resenhar um livro nem sempre é uma tarefa fácil, especialmente quando você está tão ansioso quanto qualquer outro leitor para terminar de conhecer a história. E bem, é exatamente este o caso.

A partir de uma oportunidade inesperada e o contato de uma amiga, agarrei com minhas mãos, minha mente e minha alma a responsabilidade de trazer para vocês minhas primeiras impressões de um livro que já adianto, me conquistou antes mesmo de ser lançado.

Para nós escritores, o sonho de termos nossas vozes ouvidas parece distante, e com Amanda não foi o contrário. Mas acontece minha cara, que sua imaginação e amor pelas palavras pode leva-la longe. Amanda, que nasceu em São João Batista (SC), ainda é jovem. Formada em pedagogia, a garota-mulher descreve a si mesma como alguém que, “com papel e caneta em mãos, espera poder tocar as pessoas com suas histórias, fazendo-as vibrar e amar cada fragmento das mesmas”. Estreou como escritora com o romance A Escolhida, e agora continua a criar seu legado com Nunca Olhe Para Dentro, um romance que promete mistério, poesia, e claro, uma boa dose de comédia e ironia.

Se em alguns livros a experiência única se limita ao design ou à história, Nunca Olhe Para Dentro me parece ser o pacote completo. Desde a capa que nos instiga a indagar o conteúdo da obra, às páginas organizadas e os delicados adornos que decoram as transições de capítulos, o livro nos conquista pela bela estética, que nós bem sabemos que faz sim diferença. Mas felizmente não para por aí. As quarenta páginas, as quais tive oportunidade de ler antes do lançamento oficial da obra, foram mais que suficientes para me deixar ansioso para o que vem a seguir. Uma leitura fluída, completa e memorável. Não existem palavras melhores para descrever a experiência que pude ter com antecedência.

O livro contará a história de Betina, jovem amante das cores e da arte, que teve sua vida levada por uma maré de desventuras. Primeiro foram seus pais, tão carinhosos e presentes, mas que se foram sem direito a um adeus. Depois a sua megera tia, capaz de sabe-se lá quantas atrocidades, e por fim essa vontade, essa necessidade de descobrir quem foi o responsável por transformar sua vida que tinha tudo para dar certo, num imenso lago de memórias trancadas e um mundo de cores duvidosas.

As poucas páginas que li me fizeram criar um forte apego à protagonista. Isso porque, diferente do que vemos em algumas narrativas, a personagem é construída de maneira ambígua, refletindo a complexidade que existe dentro de nós. Se por um lado ela acredita que não deve nunca olhar para dentro de suas memórias e sentimentos mais profundos, por outro ela não é capaz de se livrar dessa necessidade infernal de encontrar um culpado para tudo isso, uma resposta para seu passado que a atormenta. E Betina também possui uma característica especial. Diferente de nós que não vivemos sem música, para ela o elemento vital é a cor. E pode ter certeza, as cores têm muito a dizer.

Vi naquelas páginas um imenso potencial narrativo, e acredito que o que vem a seguir trata-se de uma história rica em detalhes e temáticas capazes de apaixonar qualquer leitor. O livro que terá seu lançamento realizado no dia 03 de outubro de 2017 na Amazon, já deixou em mim um gostinho de quero mais. E se você tem amor por boas histórias e bons personagens, deveria ficar de olho para o que está vindo por aí.

Nunca olhe para dentro
Nunca Olhe Para Dentro – Capa por Marcus Vinícius Pallas

Ficha Técnica:

Título: Nunca Olhe Para Dentro

Autora: Amanda Ághata Costa

Lançamento previsto: 03 de outubro de 2017

Gênero: Drama Ficcional | Romance

Sinopse: Nem sempre a vida é colorida como um quadro ou suave como uma pincelada, às vezes é o contrário de tudo isso. Depois de perder os pais em um acidente de carro aos oito anos de idade, a única coisa que Betina precisa fazer é encontrar o responsável por ter destruído sua família na noite que daria início à sua próspera carreira como pintora. Agora longe dos pincéis e das paletas, ela está focada em terminar a primeira graduação e procurar na justiça um pouco de consolo para o caos que o seu passado ainda traz. Ao lado de seus amigos e sob o teto de uma tia que a detesta, ela perceberá de que cores as pessoas são feitas, e do quanto é realmente necessário olhar para dentro de tudo aquilo que a assombra, mesmo que para isso precise passar por uma inesperada decepção.

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